InícioPolíticaCássio sugere apreciação de pautas polêmicas pelo Senado só após as eleições

Cássio sugere apreciação de pautas polêmicas pelo Senado só após as eleições

O senador paraibano e vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), descartou a possibilidade de apreciação de pautas polêmicas antes das eleições, como o caso da cessão onerosa e do PLC 77/2018, que permite a privatização de distribuidoras de energia.
 
De acordo com o entendimento de Cássio, não há possibilidade de aprovar os planos do Governo de organizar um megaleilão do pré-sal ainda este ano e de vender no fim de agosto mais quatro distribuidoras de energia controladas pela estatal.
 
Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (07), Cássio declarou que é interessante aguardar o resultado das próximas eleições, no mês de outubro. "Estamos a dois meses da eleição, vamos aguardar o resultado para que o presidente ou a presidente eleita possa estabelecer a nova pauta para o País. Nada que tenha qualquer polêmica, e esses temas (cessão onerosa e PLC 77/2018) são polêmicos, será submetido a votação no Senado. Acredito que é um sentimento muito semelhante na Câmara", disse o senador tucano.
 
Após reunião de líderes, Cássio ainda voltou a tecer críticas ao presidente Michel Temer, considerando que seu governo tem baixíssima legitimidade para decidir sobre os temas mais polêmicos. "Nós temos três fatores que não recomendam qualquer tema que não seja consensual. O quórum ainda está baixo, estamos a dois meses de uma eleição e o atual governo tem baixíssima legitimidade ou quase nenhuma para tocar temas que interessam ao Brasil. Então recomenda o bom senso que possamos esperar a vontade soberana do povo brasileiro para que aí sim, com um novo presidente eleito, nós possamos ter a pauta desse novo governo já que estamos com um governo moribundo, fraco e sem credibilidade para discutir qualquer tema mais polêmico no Congresso Nacional", afirmou.
 
Nos bastidores, senadores da base destacam, inclusive, que nem o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), está presente em Brasília, o que enfraquece qualquer pedido do Palácio do Planalto para aprovar essas propostas.
 
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