Em abril deste ano, o deputado Manoel Junior (PMDB) encaminhou a presidenta Dilma Roussef um documento sugerindo uma série de ações voltadas para o semiárido, que aliou ações emergenciais para amenizar os efeitos da seca ao equacionamento de dívidas dos agricultores da região.
Esta semana, em reunião no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra Empresarial, o deputado soube que o seu pleito foi atendido e que a presidenta Dilma lançará ainda esta semana, o Plano Safra do Semiárido, com várias sugestões encaminhadas por ele.
No documento enviado ao Governo Federal, Manoel Junior propôs a criação de um programa dedicado aos nordestinos, que fosse voltado especificamente para a população do semiárido que sofre há décadas com os efeitos da longa estiagem. O deputado sugeriu ainda, ações estruturantes para solucionar o endividamento rural dos agricultores da Região Nordeste, que perderam suas plantações em decorrência da seca.
O paraibano também sugeriu a construção de mais cisternas e de barragens subterrâneas, uma construção rápida e barata que segura a umidade do solo, favorecendo o plantio durante, praticamente, o ano todo.
Manoel Junior propôs ainda, que fossem destinados aos municípios, recursos para aquisição de carro pipa, perfuratriz, retroescavadeira e trator de esteira. O Governo incluiu também, caminhão-caçamba, o que na opinião do parlamentar, só melhora a ideia inicial.
Um dos pontos de maior destaque no documento enviado por Manoel Junior trata do endividamento dos agricultores e pequenos produtores do semiárido. O peemedebista propôs a remissão de dívidas quando o saldo devedor for inferior a R$ 10 mil para dívidas contratadas até 2001; a suspensão das execuções das dívidas dos agricultores junto aos bancos; a ampliação do prazo para renegociar os débitos e descontos para liquidação das devidas, que segundo a fala da presidenta Dilma durante o evento, está sendo parcialmente atendido, já que ela suspendeu as execuções das dividas até dezembro de 2014, e anunciou também, a redução dos juros.
O deputado lembrou que do início da década de 80 até hoje, o Nordeste já enfrentou cinco secas de grandes proporções e prejuízos incalculáveis. “Além de trazer prejuízos à área rural, a estiagem prolongada traz outro impacto ainda pior, que é o de evitar a recuperação da capacidade produtiva”, lamentou. “Por isso, as ações do Governo Federal devem transcender uma análise fixada somente nas premissas de recuperação do crédito. È necessário, ações que ajudem esses agricultores na recuperação da capacidade econômica e produtiva”, contextualizou o peemedebista. A dimensão desse problema é muito grande, o Ministério da Integração Nacional divulgou que os prejuízos na Região Nordeste em decorrência da seca são superiores a R$ 16 bilhões, mas a completa desestruturação da frágil economia rural da região não tem preço mensurável.
Apesar de reconhecer a necessidade e a importância dos programas de inclusão social [implantados pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e que permaneceram no Governo Dilma] para amenizar a fome dos nordestinos, bem como, das políticas emergenciais de abastecimento de água, de suprimento de alimentação animal e de incentivo aos pequenos produtores, o deputado alerta que essas ações são insuficientes e não resolvem o problema, apenas amenizam os efeitos devastadores da seca. “Precisamos de ações mais efetivas”, destaca Manoel Junior. “Os nordestinos clamam por desburocratização e rapidez nas ações”.
Foto: Arquivo (Roberto stuckert)
Blog com Assessoria


