Após o “não” do padre Fabrício Timóteo, o ex-deputado estadual André Gadelha (MDB) aceitou o sacrifício de se lançar como candidato ao Senado na chapa de Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que tentará a reeleição.
Veneziano vinha tentando um segundo nome para a chapa desde o fim do ano passado, mas sem sucesso. Apesar do assédio, o padre Fabrício afirmou que só aceitaria se o seu coração ardesse, o que não ocorreu.
Com o tempo, Veneziano também deixou de fazer tanta questão, em razão da ameaça que o religioso poderia representar à sua reeleição, dado o nível de popularidade do padre.
Durante este período, Veneziano ofereceu o espaço ao PT, que segue indefinido sobre qual chapa apoiará — mas com tendência de permanecer na base do governo João e Lucas.
Em miúdos, André Gadelha chega para ser uma espécie de tapa-buraco na chapa que terá o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), como cabeça de chapa ao governo. Trata-se, portanto, de uma chapa quase puro-sangue, com a vaga de vice ainda a ser preenchida.
Em 2022, Gadelha concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa, ficando na suplência. Assumiu a titularidade em 2023 e voltará com a licença de Anderson Monteiro a partir desta semana. É alguém que não oferecerá riscos a Veneziano.


