O candidato ao Senado Federal pela Paraíba, João Azevêdo (PSB), defendeu, durante sabatina nesta terça-feira (1º), no programa Meio-Dia Paraíba, da Rádio Pop FM, a instalação de uma unidade do Instituto Militar de Engenharia (IME) no estado como parte de uma estratégia para consolidar a Paraíba como um grande polo nacional de ciência, tecnologia e inovação.
Segundo João, a presença do IME ajudaria a integrar diferentes iniciativas que vêm sendo desenvolvidas pelo Estado na área de alta tecnologia, ampliando a capacidade de pesquisa, formação profissional e inovação.
A proposta já havia sido apresentada pelo candidato em outras agendas de campanha. A ideia é aproximar o IME de estruturas que estão sendo implantadas na Paraíba, entre elas o Centro Internacional de Computação Quântica, criando um ambiente de cooperação em áreas estratégicas como engenharia, computação quântica, inteligência artificial e segurança cibernética.
Durante a sabatina, João destacou que a Paraíba precisa aproveitar a infraestrutura e a capacidade científica que vem acumulando para dar um novo salto de desenvolvimento.
A estratégia, segundo o candidato, é fazer com que investimentos em tecnologia não fiquem isolados, mas passem a funcionar de maneira integrada, envolvendo universidades, centros de pesquisa, empresas e instituições públicas.
“A ideia é integrar todo esse sistema que a Paraíba vem desenvolvendo e transformar o estado em um grande polo de alta tecnologia.”
Tecnologia como estratégia de desenvolvimento
A proposta está inserida em uma agenda mais ampla defendida por João para sua eventual atuação no Senado. O ex-governador tem citado projetos ligados à computação quântica, ao Complexo Científico do Sertão, à formação de profissionais e ao desenvolvimento de novas tecnologias como caminhos para criar oportunidades para os paraibanos.
Em outra apresentação de sua agenda, João também defendeu a criação de polos de desenvolvimento de software e games em João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras, além do aproveitamento da expansão da fibra óptica e da geração de energias renováveis para atrair investimentos em data centers.
Para o candidato, o desafio é evitar a saída de talentos formados no estado. A intenção é criar condições para que estudantes, pesquisadores, engenheiros e profissionais de tecnologia possam permanecer na Paraíba e participar de um novo ciclo econômico.
IME e segurança cibernética
A presença do Instituto Militar de Engenharia também tem uma dimensão estratégica para a segurança nacional. João Azevêdo afirma que o Exército Brasileiro possui papel relevante na área de segurança cibernética e que a aproximação do IME com o ambiente tecnológico paraibano poderia contribuir para o desenvolvimento de soluções nessa área.
O IME é uma instituição do Exército Brasileiro voltada à formação e à pesquisa em engenharia, com atuação em áreas estratégicas e cursos de graduação e pós-graduação.
Na visão de João, a eventual chegada de uma unidade ou estrutura vinculada ao instituto seria mais uma peça de um ecossistema que já começa a ser formado na Paraíba.
A proposta apresentada na sabatina reforça, portanto, uma das principais bandeiras do candidato para o Senado: usar a experiência adquirida no Governo do Estado para buscar, em Brasília, investimentos e articulações que ampliem a capacidade da Paraíba de produzir tecnologia, formar profissionais e gerar empregos qualificados.

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