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Secretário de segurança ao rebater Cícero: “Quem deu emprego a faccionado foi ele”

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, reagiu ontem, quinta-feira (17) às declarações do ex-prefeito de João Pessoa e candidato a governador Cícero Lucena (MDB), que chamou de “operaçãozinhas” ações contra facções criminosas e afirmou que elas prendem “trombadinhas”. Jean classificou a fala como desrespeitosa e afirmou que ela demonstra “desprezo” pelas forças de segurança.

“Isso é uma fala desrespeitosa com as forças de segurança, demonstra que não tem respeito pela nossa Polícia Militar, pela nossa Polícia Civil, pelo nosso Bombeiro. Isso demonstra claramente o desprezo que tem com as forças de segurança do Estado. E é importante registrar que nós temos muitas operações, muitas ações, recorde de apreensão de armas, de operações de repressão qualificada com o GAECO, com a Polícia Federal, operações que têm tirado de circulação muitos criminosos no Estado”, afirmou em entrevista a Heron Cid, na Hora H, da Rede Mais Rádio.

Jean Nunes afirmou que foram realizadas mais de 2.900 operações voltadas ao combate ao crime organizado entre 2025 e 2026, com mais de 3.900 prisões de pessoas apontadas como integrantes de facções ou ligadas ao crime organizado. O secretário também declarou que a Polícia Civil apreendeu R$ 203 milhões do crime organizado neste ano e R$ 264 milhões em 2025, além de mais de 160 câmeras.

O secretário também associou integrantes de facções a pessoas ligadas à administração municipal na época em que Cícero comandava João Pessoa e citou as operações Território Livre e Mandare. “Quem deu guarida, quem deu espaço, quem deu emprego em prefeitura, foi exatamente o ex-prefeito e o grupo dele na Prefeitura de João Pessoa, o que foi tornado claro nas operações da Polícia Federal, Operação Território Livre, Operação Mandare, isso são dados públicos. Isso é importante registrar”, disse.

Questionado se Cícero teria condições de tratar do tema, Jean voltou a rebater o candidato. “Ele não tem moral para falar do tema de segurança pública, nem no Estado e muito menos no município, uma vez que foi um dos principais atores de acolhimento do crime organizado e de faccionados aqui. Então, o que eu posso lhe dizer é que quem tem moral para falar de combate ao crime no Estado é o governo do Estado, são as forças de segurança do Estado. Nós temos moral para falar”, afirmou.

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