Alvo da Operação Cítrico, o ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo (MDB), atribuiu as investigações a uma suposta perseguição política e citou o deputado estadual Walber Virgolino (PL). O prefeito recém-eleito, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado.

Em nota encaminhada à 98 FM, Vitor Hugo afirmou que a situação teria sido construída por adversários políticos. “Venho sofrendo uma perseguição política montada por Walber Virgolino junto a um ex-vereador de Cabedelo”, declarou.

O ex-prefeito também destacou sua trajetória à frente do município. Segundo ele, durante sua gestão não houve registros relacionados a facções criminosas.

“Foram sete anos de gestão sem que se falasse em facções”, afirmou.

Vitor Hugo negou qualquer relação com os fatos investigados e disse confiar no andamento do processo. “Nunca tive contato com essas pessoas. Isso ficará comprovado durante o processo”, acrescentou.

A Operação Cítrico foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e a Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa com atuação no município de Cabedelo.

De acordo com as apurações, o grupo investigado teria utilizado contratos públicos para favorecer empresas ligadas à facção “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho, com infiltração de integrantes na estrutura da prefeitura e uso de recursos públicos para manutenção de poder e influência.