O Ministério Público Eleitoral da Paraíba instaurou nesta segunda-feira (1) um procedimento para acompanhar e fiscalizar as festividades juninas de 2026 em 11 municípios paraibanos, com o objetivo de coibir promoção pessoal de agentes públicos, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e uso indevido da estrutura pública durante os eventos.
A medida foi assinada pelo procurador regional eleitoral Marcos Alexandre B. W. de Queiroga e alcança os municípios de Campina Grande, João Pessoa, Patos, Cabedelo, Santa Rita, Sousa, Sapé, Bananeiras, Esperança, Cuité e Santa Luzia.
Na portaria, o Ministério Público destaca que uma das irregularidades mais recorrentes em anos eleitorais é a utilização de festas populares custeadas com recursos públicos para promoção política de gestores e pré-candidatos. O órgão ressalta que a participação de agentes políticos em eventos públicos não autoriza o uso da estrutura das festividades para fins eleitorais.
Entre as medidas determinadas, o MP Eleitoral recomendou que as prefeituras realizem a gravação integral dos shows e incluam cláusulas nos contratos dos artistas proibindo manifestações de cunho eleitoral, elogios a gestores, citações a pré-candidatos ou execução de jingles políticos durante as apresentações. O descumprimento poderá resultar em responsabilização dos envolvidos.
A Procuradoria Regional Eleitoral também comunicará o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e os partidos políticos para reforçar a fiscalização durante o período junino.

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